Se você esperou que só ia encontrar acarajé e muqueca em Salvador, achou errado, não é só disso que se vive o soteropolitano. A capital baiana, tem muitos estabelecimentos gastronômicos que são pontos turísticos e marcas registradas dos bairros onde funcionam.

Este roteiro vai te levar a uma viagem totalmente fora dos roteiros tradicionais da gastronomia turística, mas não deixa de ser tentador.

Confira a lista abaixo e escolha o seu destino preferido.

O cachorro-quente de Brotas

Depois que sair de uma festa, é certo que a galera vai procurar um lugar para comer e fazer aquela resenha. Um dos lugares mais famosos é o cachorro-quente de Brotas.

Você pode nunca ter experimentado um, mas certamente alguém que já experimentou aquele pão com salsicha de R$3 já deve ter lhe dito em algum momento. Se quer algo completo, você pode pedir pra comer o dogão de R$ 6, que vem com molho de tomate, mostarda, maionese e queijo ralado, um prato cheio pra saciar qualquer.

Além do Hot-Dog do Bolero, que está na Avenida Dom João VI – próximo à Igreja de Brotas – quem circula pelo bairro encontra outras opções para comer um bom cachorro-quente a cerca de 500 metros um do outro.

O Sorvete na Ribeira

Há cerca de 87 anos funciona na Ribeira a tradicional Sorveteria da Ribeira.

O público encontra um imenso cardápio que expõe os mais de 60 sabores oferecidos no local. O menu está disponível em português e em inglês, devido à visita constante de turistas estrangeiros.

São tantas opções, que o cliente fica em dúvida. Além dos sabores tradicionais, como chocolate, ameixa, morango e creme, a sorveteria se diferencia ao oferecer opções inusitadas, como sapoti, biribiri, algodão doce, jaca, tangerina e outros.

Quem passa pela sorveteria da Ribeira, fundada em 1931 pelo imigrante italiano Mario Tosto, nem imagina que o local já foi uma pizzaria que também servia sorvetes para os clientes. A sobremesa ganhou tanto destaque ainda na década de 30 e se tornou produto principal do estabelecimento.

Nos anos 60, outro imigrante, o espanhol José Lourenzo Hermede adquiriu a sorveteria, que em 2008, passou a ser de Francisco Carlos Lemos, morador da Ribeira.

O Beiju em Itapuã

Itapuã é conhecido nacionalmente pelas praias, pela Lagoa do Abaeté, pela musica e o Acarajé, os bares e os lugares de comida pela rua. Entre elas, o beiju, feita com farinha de tapioca, que leva recheios doces e salgados.

O Beiju de Itapuã, funciona há 23 anos. Quem conheceu Itapuã pelo sucesso de Vinícius de Moraes e Toquinho, “Tarde em Itapuã“, sabe bem que beber uma água de coco vendo o pôr do sol no bairro é maravilhoso. Aproveite pra comer um beiju.

Você vai encontra beijus tradicionais com os sabores de queijo, peito de peru, além disso você pode misturar com carne seca com banana e queijo coalho, ou peito de peru com ricota, manjericão e alecrim.

Ao todo, são cerca de 40 sabores vendidos por preços que variam entre R$10 e R$16.

A história do Beiju de Itapuã começou em uma barraquinha ao lado do Acarajé da Cira. Após a reforma feita no bairro em 2015, o beiju “ganhou” um quiosque no largo de Itapuã, que fica em frente ao antigo ponto.

Rango na feira

Além de temperos, verduras, frutas e tudo mais que se encontra em uma feira, a de São Joaquim, que fica no bairro da Calçada, em Salvador, atende a fome de quem está em busca de uma comida pronta – e como se diz pela Bahia, “pesada” ou de “encher o bucho”.

Por lá, além das barracas que vendem tudo quanto é tipo de produto, funcionam restaurantes que oferecem refeições como feijoada, rabada e moquecas. Vai encarar?

A maior feira livre da capital baiana e também a mais tradicional da cidade se destaca também por oferecer preços populares.

A Feira de São Joaquim foi criada em 1964, após incêndio da feira vizinha de Água de Meninos. Em 2012, passou por uma reforma da gestão estadual e alguns boxes que vendiam comidas, ganharam estrutura de restaurante com fogões industriais, geladeiras, entre outros. Diante da mudança, o colorido e os sabores da feira, também passaram a ser “regados” pelo o aroma das comidas dos boxes que se transformaram em restaurantes.

Petisco no Imbuí

O bairro do Imbuí, que é predominantemente residencial, também tem um toque de boemia por abrigar 16 bares e restaurantes na Avenida Jorge Amado, uma das principais de Salvador. Nos bares, o público encontra petiscos como camarão alho e óleo, filé com batatas fritas, bolinhos de queijo, carne do sol com aipim, quibe e pititinga.

No meio da avenida, passava o Rio das Pedras, que em 2010 foi canalizado, coberto e pavimentado, sendo transformado em uma grande praça. Após a pavimentação em cima do rio, os bares “atravessaram” a rua e foram deslocados para o centro – ocupando mais ainda uma posição de destaque.

fonte G1